Puccinelli versus Zeca do PT
A Sucessão em MS, na Visão
do Colunista Manoel Afonso
A Sucessão estadual deve esquentar mais neste início de 2010, dos bastidores para o palco. Se antes, André duvidava da musculatura petista, sinalizando composição inclusive, terá que agilizar algumas ações importantíssimas.
A primeira delas será definir personagens e funções em sua chapa. Simone de vice? Nelsinho ao Senado? O que fazer com Valter e Moka no frigir dos ovos? E os velhos aliados, como ficarão nesta composição? Pelas suas normas, o PMDB prevê que apenas poderão ser candidatos aqueles filiados que participarem das chamadas prévias. Neste caso Valter e Moka são privilegiados e poderão avocar esse direito.
Caso ocorra um conflito dentro do PMDB, como será contornado? Valter vai “entregar” de graça? Seu discurso é histórico, seu currículo não deixa dúvida de sua lealdade à sigla na época das vacas magras. A intimidade de Moka com as lideranças do diretório não refletem nas pesquisas, onde sofre rejeição. Razoável no interior, mas ruim na capital – onde se ganha eleição. Sempre foi apenas candidato de esquema. É previsível que Dagoberto possa ser ajudado por Delcídio na TV. Aliás, isso virou assunto obrigatório, quando se discute as eleições de 2010. Se o PMDB não tiver gente de brilho, pode dar um baita vexame. Zeca está adorando essa indecisão do PMDB. André acabou dando-lhe o discurso que não tinha até pouco tempo. O governador acabou por promover seu antecessor, que já era tido como coisa do passado, sem volta. A tática de Zeca é procurar agregar descontentes com a administração atual, não importa se os motivos são justos ou amorais. Quer engrossar suas fileiras, fazer barulho e cutucar o italiano. Quanto mais, melhor!No saguão da Assembleia é comum a presença de Zeca falando com ex-deputados, ex-prefeitos, ex-vereadores e ex-dirigentes partidários não contemplados pelo Governo do PMDB. Para todos, sinaliza alguma esperança de bônus. Zeca critica o estilo centralizador de André, que teria se distanciado do povo. Compara programas sociais, obras e o relacionamento com a sociedade e lideres políticos, principalmente do interior. Embora sua Casa Civil tenha sido problemática, onde o pragmatismo perdeu para a teoria petista, Zeca alega que é difícil o acesso ao núcleo do governo graças ao estilo fechado de Osmar Gerônimo. André não dá ouvido para assessores e poucos teriam a coragem de contrariá-lo, mostrar outros aspectos que ele ignora ou finge não ver. Quando se centraliza uma administração, acaba caindo no isolamento. Basta lembrar os tempos de Pedrossian. Não saiu às ruas, não deu espaço para observações de lideranças, gente comum, da fila de bancos. Ficou do alto, intocável, imaginando que nada mudara. Quando acordou, já era tarde demais. Enquanto Zeca forma o exercito com descontentes, André terá que juntar aqueles contentes e beneficiados de alguma forma com sua administração. E a gente sabe que o poder, tanto eleva o prestígio como desgasta. Acusado de irregularidades pelo MPE, Zeca vai se beneficiando das decisões da Justiça. Vai inclusive pedir indenização contra as pessoas físicas de alguns promotores de justiça, que exageram na dose. O que fazer com o vice Murilo? A candidatura de Serra ajuda André ou atrapalha? Como o PSDB participará da coligação? Uma eventual saída de Nelsinho da prefeitura repercutirá bem ou negativamente? As férias devem fazer bem ao governador. Ele está precisando. É possível que entre os afagos dos netos, faça reflexões sobre o quadro sucessório. Se conseguir entregar de volta o Governo ao PT, jamais será perdoado! Governador não há que ser temido. Deve ser estimado e respeitado pela sua postura pessoal e conduta na vida pública. A decepção é proporcional a expectativa. Pelo que fez na capital, André sabe disso.
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
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