quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Os Mistérios da Rosa-Cruz

Lendo sobre a origem da Rosacruz, você vai aprender um pouco mais sobre o início do Cristianismo e do Judaísmo. Afinal é fato histórico que o faraó Akenaton foi o precursor do Monoteísmo e e que os monastérios franciscanos foram inspirados nas escolas-de-mistérios egípcias.

Falar de sua origem é muito complicado, nem os próprios rosacruzes chegam a um consenso sobre o assunto. A princípio essa ordem teria surgido na Alemanha do século XVII, o que pode ser comprovado através de documentos impressos. Mas recentemente foram encontrados escritos rosacruzes, anteriores ao nascimento da AMORC, o que sugere uma data mais antiga.
Tradicionalmente seu nascimento teria ocorrido em algum período da era cristã. Entenda-se por tradicionalmente a história contada oralmente, de pai para filho.
Muitos rosacruzes acreditam que o fundador da fraternidade teria sido o faraó Akhenaton a quase três mil e quinhentos anos atrás . Este faraó teria recebido influências da escola-de-mistérios criada pelos altos sacerdotes do Egito antigo há quatro mil anos atrás. A ordem obedece a um ciclo de atividades e outro de inatividades, onde assume uma postura de ações secretas ou não. Cada ciclo dura aproximadamente 108 anos. Hoje a Rosacruz se encontra em atividade desde 1915.
Nesta época o velho Egito atingiu um grau elevado da sua evolução, a religião e os conhecimentos científicos se fundiram. Para preservar esses conhecimentos foram criadas as escolas-de-mistérios (mistério significa conhecimento), administrada pelos sacerdotes que costumavam manter em segredo seus conhecimentos a fim de controlar e ampliar seu poder sobre o faraó e seu povo. Portanto, na maioria das vezes não ocorria o registro em papiros desses mistérios.
O faraó Ahmose I, 1580 a.C, foi o primeira a dirigir essa classe, antes governada pelos altos sacerdotes do Egito. Seu governo foi caracterizado pela introdução de princípios mais civilizados para o povo. Seus descendentes continuaram a dirigir a escola de mistérios.
Ahmose I foi sucedido por Amenhotep I e este por Thutmose I, que teve uma filha Hatshepsut, que governou o Egito como um rei e também como co-regente com seu meio-irmão Thutmose II.
A primeira reunião teria ocorrido no dia 1º de abril de 1489 a.C, no Templo de Kanark. A partir desta data, passaram a se reunir todas as quintas-feiras subseqüentes. Esta é a razão da existência da quinta-feira rosacruz.
A princípio, Thutmose III não escolheu nenhuma denominação para o grupo. Posteriormente não foi usado nenhum nome parecido ou derivado da palavra rosacruz. Essa Fraternidade não era a Rosacruz no sentido de hoje. A Ordem Rosacruz apenas tem suas raízes na antiga Fraternidade do faraó Thutmose III.
Thutmose III usava sua insígnia pessoal, um escaravelho, que se tornou selo da ordem e hoje é usado pelos rosacruzes.
Após A morte de Thutmose III, seu filho Amenhopet II passa a reger e assume os encargos do pai na fraternidade em setembro de 1448 a.C. Em 1420 a.C. foi sucedido por seu filho, Thutmose IV, e este por Amenhopet III, que finalmente foi sucedido por seu filho Amenhopet IV, que particularmente é importante na história da Ordem Rosacruz. Considerado o primeiro Grande Mestre da Ordem, seu reinado é marcado pela instauração do conceito monoteísta. Amenhopet IV nasceu no palácio real em Tebas, provavelmente no dia 24 de novembro de 1378 a.C. e sua mãe chamava-se Tii. Foi coroado aos 11 anos de idade. Seu pai construíra o Templo de Luxor, dedicado à Fraternidade. Na época de sua coroação o Mestre era Thehopset e a Fraternidade contava com 238 Fratres e 62 Sorores. Amenhotep IV tornou-se Mestre por decreto do Conselho, e a solenidade de posse foi realizada no Templo de Luxor, no dia 9 de abril de 1365 a.C. ao pôr do sol.
Amenhotep IV vivia em um país Politeísta (Crença em vários deuses), após obter altos conhecimentos iniciáticos e receber uma revelação de Deus que manifestou-se através do Sol. Ele instaurou aos poucos o Monoteísmo, a crença em um Deus único, criador de tudo o que existe. Esse deus chamava-se Aton, e acabou dando um novo nome ao faraó: Akhenaton (Devoto de Aton). Foi ele quem construiu uma nova capital em El Amarna e um Templo em forma de cruz dedicado à Aton.
Neste Templo viviam cerca de 236 Fratres em regime monásticos. Eles usavam um cordão na cintura e viviam com a cabeça coberta. O sacerdote vestia um sobrepeliz de linho e tinha um corte de cabelo circular na cabeça. Talvez desta instituição teria surgido outras, com regimes monásticos parecidos, como por exemplo a de São Francisco.
Akhenaton introduziu a cruz e a rosa como símbolos e adotou a CRUZ ANSATA Como emblema a ser usado por todos os mestres da ordem. Ele faleceu no dia 24 de julho de 1350 a.C.
Historicamente XVIII Dinastia do Novo Império Egípcio foi marcada por Akhenaton e sua luta contra o politeísmo e a crença em Amum.
O conceito de Monoteísmo; "crença em um Deus único e criador de tudo", vem de encontro com o movimento religioso monoteísta do povo hebreu.
Com a morte de Akhenaton, terminou a primeira fase da Fraternidade. E os sacerdotes contrariados retomam o culto politeísta para agradar ao povo. Haviam planos estabelecidos para o surgimento de outros templos em vários países. Muitos intelectuais gregos buscavam o conhecimento da Fraternidade. Mas um estrangeiro se destacou: era Saloman. Um jovem oriundo da Palestina, conhecido como Salomão, o Buscador. Ele chegou ao Egito por volta do ano 1000 a.C. E acabou entrando para a escola-de-mistérios. Mas ele não completou seus estudos. Foi conselheiro da casa real, no Delta. Mais tarde casou-se com a filha do rei e partiu para a Palestina, onde construiu seu famoso Templo.
Outro ícone que passou pelo Egito foi Moises, filho da tribo de Levi, educado no Egito e iniciado em Heliópolis, tornou-se alto Sacerdote da Fraternidade no reinado do Faraó Amenhotep, após ter sido escolhido pelos hebreus para ser seu líder. Ele estabeleceu um novo ramo da Fraternidade. O dogma do "Deus Único", era interpretação da Fraternidade Egípcia e constituía ensinamentos do Faraó Akhenaton que fundara a primeira religião monoteísta conhecida pelo homem.
Teriam se iniciado nos mistérios da Fraternidade Rosacruz: Hermes Trimegisto, Pitágoras, Plotino, Manheto, Heráclito, Parmênides e muitos sábios da antiguidade.
Com a expansão do cristianismo, a ordem também se expandiu, e muitas personalidades foram iniciadas, como: Carlos Magno, Raymond VI, Albert Magnus, Tomás de Aquino, Issac Newton, Leonardo Da Vinci, Dante Alighieri, René Descarte, Bejamin Franklin, Goethe, Mozart, Thomas Jefferson, Walt Disney, Fernando Pessoa, Albert Einsten e muitos outros.
Carlos Magnos dirigiu uma grande escola de sábios. E em 804 fundou uma loja (templo de reunião), e o primeiro grande Mestre da França foi Frees que atuou de 883 a 899. Frees sugeriu a criação de novas lojas na França e em outros países. Em 1001, na França, foi fundado o primeiro mosteiro já usando o nome Rosacruz. Nesta época a Alemanha ocupava o primeiro lugar em números de membros, depois vinha a França e em terceiro lugar vinha a Inglaterra. O Egito passou a ter poucos membros.
Durante o século XII, a Ordem se desenvolveu na Alemanha, mas era secreta e inativa em suas manifestações externas. Este período de inatividade duraria cerca de 108 anos. Segundo muitos historiadores a Fraternidade funcionava em períodos de atividades e outro de inatividade alternadamente e cada período duraria cerca de 108 anos, porém não se sabe porque esses ciclos foram adotados. Parece que a cada novo ciclo a Ordem renasce e sem ligações com os ciclos anteriores. O novo ciclo teve início no ano de 1915, nos Estados Unidos, com a instalação do Imperator Harvey Spencer Lewis. A diferença nos ciclos de atividade e inatividade, variava de país para país. Por isso quando a Fraternidade estava ativa na Alemanha, ela estava inativa na França. Esta falta de coincidências dos ciclos dificulta muito os estudos históricos para determinar a origem exata da Fraternidade em cada país.
Em 23 de julho de 1623, para homenagear seus irmãos maçons que eram rosacruzes, foi instituído o Grau Rosa-Cruz na Maçonaria, que permanece até os dias atuais em algumas potências maçônicas espalhadas pelo mundo.


CONCLUSÃO
É inegável a importância do faraó Akhenaton, com sua rebelião contra o Amunismo (religião politeísta), e sua luta a favor do Deus Único. Historicamente ele teria fundado a primeira religião monoteísta conhecida pelo homem.
Não se pode esquecer que Moises foi criado como filho de faraó, recebeu a educação de um herdeiro, freqüentou as escolas egípcias e provavelmente as escolas-de-mistérios, onde adquiriu o dogma de Monoteísmo, crença em um Deus Único, difundida por Akhenaton

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