Educação nos Tempos
do Imperador D. Pedro II
Koseritz, o Jornalista: Eu sei que o imperador faz o possível. Mantém na Quinta da Boa Vista a sua própria custa uma escola particular dirigida por três professores e frequentada por 200 alunos e alunas pobres. Soube que possui todo o material moderno e uma biblioteca própria, além de curso noturno para os adultos da colônia de famílias para a qual Majestade forneceu terra e teto. Sei que o imperador vive nas condições mais modestas, como nenhum presidente de pequena República seria capaz de aceitar, e sei que dos 800 contos da sua lista civil gasta mais de 700 com obras de caridade, dispêndios ligados à instrução pública e bolsas de estudo para apoiar novos talentos.
D. Pedro: Se eu gastasse com a monarquia a minha lista civil poderia viver com grande luxo. Ainda ontem, quando se discutia o orçamento que deve ser apresentado às câmaras, desejou-se, em face da necessidade de economias forçadas, diminuir a verba para a instrução. Prefiro cortar da minha verba e não ganhar nada do que cortar a verba para a instrução pública. Perdi o sono por incontáveis noites de tanto que me afligi com essa e outras questões políticas. Por mais que eu governe, todo o esforço parece fadado ao esquecimento.
sábado, 7 de novembro de 2009
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